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Imóveis Ficam Mais Baratos em 67 das 70 Maiores Cidades da China — e Xangai É uma das Exceções

Os preços dos imóveis novos nas 70 principais cidades da China caíram cerca de 3,2% em julho deste ano ante igual mês do ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas do governo local divulgados na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília).

O recuo ocorre em meio à crise imobiliária na China e após uma leitura que mostrou queda de 3,3% nos preços na leitura anterior, de junho.

As três maiores quedas ficaram com Luzhou (-7,7%), Baotou (-7,2%) e Luoyang (-6,1%).

Na contramão, Xangai apresentou apreciação de 3% na mesma janela, a maior dentre as 70 cidades analisadas, seguida por Hangzhou (+2,6%) e Hefei (+0,3%).

Dessa forma, os dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China mostram que o mercado de imóveis residenciais continuou apresentando desempenho bastante desigual entre as 70 grandes e médias cidades.

As estatísticas também apontam que o comportamento dos preços varia também conforme a metragem do imóvel.

Em algumas cidades, como Xangai, imóveis menores e médios apresentaram crescimento anual, enquanto em outras as quedas foram disseminadas pelas diferentes faixas. O documento ressalta ainda que os dados abrangem apenas os distritos urbanos, excluem condados e, desde janeiro de 2026, utilizam 2025 como novo período-base da pesquisa, uma mudança destinada a refletir melhor a estrutura das vendas.

O Escritório de Estatísticas mensura a variação de preços em imóveis residenciais unifamiliares, considerando apenas contratos de hipotecas convencionais dentro dos padrões de conformidade do mercado.

A metodologia segue o modelo “repeat-sales”, que compara o valor do mesmo imóvel em duas transações distintas — venda ou refinanciamento — para captar a evolução real dos preços ao longo do tempo, descontando efeitos de mix ou qualidade dos imóveis.

O resultado mensal considera dados de 70 cidades de médio e grande porte, consolidados em uma média ponderada calculada pela Thomson Reuters.

Variações de preços de imóveis nas 10 maiores cidades da China

  1. Xangai: +3,0%
  2. Hangzhou: +2,6%
  3. Nanjing: -1,8%
  4. Guangzhou: -2,2%
  5. Wuhan: -2,1%
  6. Pequim: -2,3%
  7. Shenzhen: -2,9%
  8. Chongqing: -3,7%
  9. Tianjin: -4,4%
  10. Chengdu: -5,1%

Investimento em ativos fixos cai 6%, enquanto setor imobiliário recua 19%

Mais dados divulgados pelo governo chinês ainda nesta segunda-feira (17) mostram que nos primeiros sete meses deste ano o investimento em ativos fixos (excluindo as famílias rurais) alcançou 26,0328 trilhões de yuans (aproximadamente R$ 20,05 trilhões).

A cifra mostra queda de 6,7% no comparativo de base anual. Descontado o investimento em desenvolvimento imobiliário, o investimento em ativos fixos recuou 3,7%.

O investimento em infraestrutura caiu 3,6% na comparação anual.

A área de imóveis comerciais recém-construídos vendidos foi de 450,21 milhões de metros quadrados, uma queda de 11,8% na comparação anual.

O total de vendas de imóveis comerciais recém-construídos foi de 4,2718 trilhões de yuans (aproximadamente R$ 3,29 trilhões), recuo de 13,1%.

Em julho, o investimento em ativos fixos (excluindo as famílias rurais) na China caiu 1,42% em relação ao mês anterior.

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